Não sou especialista em bulling, mas conheci uma...
Sempre que ouço ou leio alguém falar sobre bulling, principalmente na mídia, eu escuto ou leio mais ou menos a seguinte expressão: “Bulling é uma palavra inglesa que, segundo os ‘especialistas’ não tem tradução na nossa língua.”.
Nisso, eu fico aqui pensando com os meus botões e isso me leva a lembrar dos meus tempos de guri. Lembro-me da minha avó, D. Otília, quando nos advertia severamente, sempre acompanhada de uma famigerada vara de goiaba ou um fio de ferro dobrado, para que nós não ficássemos “bulindo” com ninguém na rua, principalmente na escola. E que se ela recebesse qualquer reclamação nossa na escola ou de algum vizinho de que nós estivéssemos “bulindo” com alguém, que a vara ia “bulir” no nosso lombo bonitinho.
Uma coisa eu digo a vocês: aí de nós se alguém fosse fazer reclamação com a minha avó à nosso respeito. A vara “bulia”, mas “bulia” direitinho no nosso rabo.
Daí, eu fico a pensar que na verdade essa expressão não é de origem inglesa, mas sim da linguagem simples da nossa gente matuta que vive no interior do nosso país. E que essa expressão foi sim “exportada” lá para fora e depois de transliterada naquela língua, nos retorna como se fosse uma matéria-prima manufaturada e nos trazida para nós como um produto novo, como se nunca o tivéssemos visto, a última novidade do mercado de expressões linguísticas estrangeira.
Aí, aí, que pena que os nosso “especialistas” tão estudados no assunto, lá com os seus PHD’s mais não sei o QUE’S, não tiveram a oportunidade de conhecer um pouco a minha avó, não necessariamente nos nossos lombos, pois esse “privilégio” só nós tivemos, mas, a minha saudosa avó, uma negra senil analfabeta, mas que dotada de uma simplicidade, detinha um conhecimento “especialíssimo”: A sabedoria popular.
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